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Arquitectura de Sistemas de Informação como apoio à Governação da Comunidade Intermunicipal do Oeste
A Link Consulting finalizou, o Projecto para a Comunidade Intermunicipal do Oeste (OesteCIM), inserido num programa vasto de projectos intitulado “Modelo de Gestão do Oeste virado para o Munícipe”.

A Link Consulting finalizou, o Projecto para a Comunidade Intermunicipal do Oeste (OesteCIM), intitulado Elaboração da Arquitectura de Sistemas de Informação de Referência, inserido num programa vasto de projectos que a OesteCIM está a desenvolver intitulado “Modelo de Gestão do Oeste virado para o Munícipe”.

Este projecto contou com a colaboração dos Municípios do Oeste (Alcobaça, Alenquer, Arruda dos Vinhos, Bombarral, Cadaval, Lourinhã, Nazaré, Óbidos, Peniche e Sobral de Monte Agraço).

O projecto teve como finalidade a elaboração de uma Arquitectura de Referência, onde todos os Municípios se revêm, que possibilita a governação dos seus Sistemas de Informação de uma forma estruturada e alinhada, tirando proveito das sinergias e recursos que a Oeste CIM pode proporcionar.

Segundo Nuno Cativo colaborador do município de Peniche: “De facto, este projecto, por ser estruturante para as nossas organizações, por permitir sistematizar os conteúdos dos sistemas de informação existentes ao nível municipal, constitui-se como um instrumento de trabalho fundamental para entender a organização e prepará-la para os novos desafios.”

Prova disso, comprovada pelos próprios intervenientes, foram as sinergias criadas entre os diferentes municípios, através da participação conjunta de vários colaboradores nas sessões da fase de levantamento que serviu de base ao trabalho realizado e que, segundo Nuno Cativo “… foram conduzidas de uma forma dedicada e profissional…” pela Equipa Link.

Para o colaborador José Rodrigues do município de Alenquer: “(…) gostei principalmente da primeira parte em que fui acompanhado por colegas das diferentes áreas, os quais vieram satisfeitos por contactarem com outros elementos de outras câmaras na mesma área e trocaram algumas experiências.”

A elaboração da Arquitectura passou pelas seguintes fases e respectivos produtos:

Fase I - Levantamento Contexto: Elaboração do Diagrama de Contexto – Consistiu na identificação dos fluxos de informação oriundos das interacções entre entidades externas e internas aos Municípios. Para a elaboração do Diagrama de Contexto foram realizadas workshops para oito macro áreas comuns a todos os Municípios (e.g., Área Administrativa, Financeira, Ordenamento e Planeamento Urbano, Obras Municipais, Ambiente, Social, Cultural e Fiscalização), permitindo a criação de sinergias entre os diferentes Municípios. Através do método Affinity Mapping foram identificadas as entidades externas, internas, respectivas trocas de informação, canais (email, fax,…) e SI’s de suporte.

Fase II – Arquitectura de Processos e de Informação: Elaboração do Mapa de Capacidades Processuais e Mapa de Entidades Informacionais – Esta fase teve como principal objectivo a criação de um referencial de processos por derivação do conjunto de input’s e output’s identificados no Diagrama de Contexto. Para além da criação do Mapa de capacidades processuais, foi elaborado um referencial de entidades de informacionais (i.e., qualquer artefacto que tenha significado relevante no contexto do negócio e sobre o qual seja possível e se pretenda guardar/gerir informação). A Arquitectura de Informação e, concretamente, o Mapa de Entidades Informacionais, estrutura a informação gerida, tornando-a comum e perceptível por todos os Municípios. Verificou-se, segundo Vítor Freire, colaborador do Município de Óbidos, “…que a Arquitectura de Informação é fundamental para a comunicação e entendimento entre os colaboradores de uma organização...”.

Fase III – Arquitectura Aplicacional – Nesta fase foi identificado o conjunto de soluções aplicacionais (independentes de tecnologia) que suportam os processos e respectiva informação. Foi criada a Matriz CRUD, um instrumento que nos permitiu arquitectar quais os sistemas de informação necessários e respectivos requisitos de forma a dar resposta alinhada aos Processos e á Informação dos Municípios. Fazendo o cruzamento entre os Processos e as Entidades Informacionais, com a indicação da acção realizada (criação, leitura, actualização ou eliminação), materializou-se aquilo a que chamamos de Arquitectura Aplicacional.

Fase IV – Arquitectura Tecnológica – Esta fase teve como principal objectivo mapear as soluções tecnológicas propostas à arquitectura aplicacional definida e, posteriormente caracterizar as soluções tecnológicas propostas.

Fase V – Encerramento – Apresentação da Arquitectura de Referência e Plano de operacionalização da mesma - Criação de mecanismos de governação da arquitectura de referência com o objectivo de promover a melhoria contínua da arquitectura proposta (processos, aplicações e tecnologia) dos diferentes municípios apoiada, estrategicamente, por uma Comissão de Governação composta pelos presidentes/vereadores do OesteCIM e dos diferentes municípios, bem como por uma Comissão de Alinhamento com pivôs de cada município cuja responsabilidade é o controlo da implementação da arquitectura proposta e respectivas melhorias e Equipas de Alinhamento Operacional em cada município responsável por operacionalização da arquitectura e melhorias.

Na opinião de Vitor Freire, colaborador do município de Óbidos: “…a Equipa da OesteCIM conseguiu coordenar todos os trabalhos e partilhar a informação produzida em tempo oportuno, cumprindo-se assim o prazo de execução do projecto… O conhecimento e a disponibilidade demonstrada por toda a equipa Link permitiu aos colaboradores dos municípios do Oeste envolvidos neste subprojecto, adquirirem conhecimentos e dotarem-se de meios para apoiar a criação de uma Arquitectura de Sistemas de Informação compatível com as necessidades identificadas e projectadas”.

Cada município terá agora a responsabilidade de implementar a sua Arquitectura de Sistemas de Informação de acordo com a Arquitectura de Referência resultado do projecto, partindo do pressuposto de que a implementação é uma mais-valia para a fomentação da interoperabilidade entre os vários municípios; para a optimização de possíveis custos; para a melhoria contínua de cada município e de toda a comunidade intermunicipal, devidamente alinhada com a estratégia aceite e definida por todos.

Segundo José Joaquim Rodrigues colaborador do município de Alenquer: “ no Plano TIC do governo (…) vai ser muito importante o trabalho realizado a nível da arquitectura de sistemas de informação de referência para a OesteCIM, (…) as mais-valias certamente que serão a nível da interoperabilidade entre municípios, e no próprio município a rentabilização de recursos. Contudo: “A implementação do projecto (…) a nível local não vai ser nada fácil, a nível da OesteCIM será muito difícil mas não impossível”.

Para Nuno Cativo do município de Peniche: “ (…) focando-se sobre tantos elementos e envolvendo tantos interlocutores necessitará de tempo para que a organização, no seu conjunto, incorpore os conteúdos e até os conceitos. Será essa a principal dificuldade, mas não deixará, até por isso, de se constituir como um grande desafio.”

Sobre OesteCIM

A Comunidade Intermunicipal do Oeste é composta pelos Municípios de Alcobaça, Alenquer, Arruda dos Vinhos, Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha, Lourinhã, Nazaré, Óbidos, Peniche, Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras e adopta a abreviatura de OesteCIM.

A Comunidade é uma pessoa colectiva de direito público de natureza associativa e âmbito territorial e visa a realização de interesses comuns aos Municípios que a integram.
A Comunidade corresponde à Unidade Territorial Estatística de Nível III (NUT III) Oeste.

A extinta Associação de Municípios do Oeste, foi constituída em Junho de 1987, com competências extensas que abrangiam o desenvolvimento regional, incluindo o planeamento e a gestão de projectos e a 23 de Junho de 2006, adaptou os seus estatutos a uma Associação de Municípios de Fins Específicos (pessoa colectiva de direito público).

Em 2008, com a entrada em vigor do Novo Regime Jurídico do Associativismo Municipal, a Associação de Municípios do Oeste transformou-se em Comunidade Intermunicipal por deliberação do, seu então, Conselho Directivo.

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